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A14 já reabriu ao trânsito

Publicada em: 12/03/2026 07:54 -

 

A autoestrada 14 (A14) que liga a Figueira da Foz a Coimbra já reabriu ao trânsito nos dois sentidos pelas 21:20 de quarta-feira, 11 de março, depois de ter estado encerrada mais de um mês devido às cheias, informou a autarquia.

 

Em nota publicada pelas 20:50 na rede social Facebook, o município da Figueira da Foz que a circulação no troço entre o nó da A17 e o nó de Santa Olaia, de acesso a Montemor-o-Velho, será restabelecida “dentro de meia hora” nos dois sentidos, ou seja, pelas 21:20.

 

“Alerta-se, no entanto, que a circulação deve ser realizada com alguma prudência, num pequeno troço da via, junto ao nó de Santa Olaia, devido a constrangimentos no piso”, avisou.

 

A circulação nos dois sentidos daquele troço de autoestrada com cerca de oito quilómetros foi cortada ao trânsito na madrugada de dia 03 de fevereiro, devido a alagamento e acabou por ficar encerrado mais de um mês devido aos danos provocados pela subida das águas nos campos agrícolas adjacentes do vale do Mondego.

 

Nas últimas semanas, a Brisa Concessão Rodoviária (BCR) procedeu a trabalhos de arranjo de pelo menos uma passagem hidráulica junto ao nó de Santa Olaia e à avaliação do estado da infraestrutura, designadamente aterros e órgãos de drenagem, na sequência da subida da cota da água e subsequente submersão da plataforma ao longo de vários dias.

 

Os primeiros 13 km da A14 (entre a Figueira da Foz e o nó de Santa Eulália, acesso oeste a Montemor-o-Velho e norte à povoação da Ereira, no distrito de Coimbra) abriram ao trânsito em 1994, então ainda como parte integrante do Itinerário Principal 3 (IP3).

 

Só em 2001 aquele troço original passou a fazer parte da A14, (autoestrada que liga a Figueira da Foz ao nó de Coimbra-Norte da A1) mantendo, até hoje, o seu carácter gratuito.

 

A partir de Montemor-o-Velho, o acesso alternativo à Figueira da Foz, para quem circulava de e para Coimbra e localidades intermédias, fez-se pela antiga estrada nacional (EN) 111, o que levou a constrangimentos variados e alguns acidentes nomeadamente à passagem pelas localidades de Maiorca (na freguesia com o mesmo nome) e Caceira (Alhadas).

 

O aumento do volume de tráfego faz-se ainda sentir nos cerca de 2 km entre o nó de Santa Eulália e aquela vila do Baixo Mondego, na reta conhecida como Pontes de Maiorca.

 

O trajeto por esta via de dois sentidos, ladeada por vegetação – construída vários metros acima dos campos de arroz e com marcações no pavimento que não resistiram ao passar dos anos – implicou atravessar cinco pontes, todas edificadas pela antiga Junta Autónoma das Estradas, três em 1937 e outras duas em 1940, ainda antes do primeiro Plano Rodoviário Nacional datado de 1945.

 

 

 

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